Pensei que não escreveria um texto falando sobre o que
aconteceu este ano. Não costumo fazer parte de lances tradicionais. O que eu
fiz, o que farei. Não costumo pensar no passado, não costumo planejar o futuro.
Fui obrigada a não me prender a datas. Muitas dores e decepções que não consigo
esquecer. E por mais que eu até tente fazer algo para mudar, sempre me vejo na
mesma situação. Muitos pensam que eu seja pessimista enquanto me vejo apenas
realista. Foi um ano que aprendi de fato perdoar, me perdoar. Um ano que
descobri que suporto muitas características no ser humano, menos egoísmo. Isso
não suporto mesmo. Pessoas que enxergam apenas seus problemas. Pessoas que
acreditam que suas dores sempre serão as mais profundas. Me desfiz de algumas
amizades, mas realmente não sinto saudade. Aprendi a ser desapegada. Alguns
dizem que desejam ser como eu. Mas ser assim faz com que você muitas vezes
sinta um infinito vazio em sua alma. Então de repente você não sabe se não
sente algo ou se sente esse não sentir. Foi um ano que aprendi a não deixar
minhas lágrimas caírem. Um ano que fez um ano sem minha mãe, dor e saudade
infinita. Um ano que me descobri que sou ciumenta e que não sei disfarçar
nadinha. Um ano que percebi que nem sempre sei dizer o que estou sentindo. Que
muitas vezes meus sentimento estão confusos, dispersos, perdidos. Mais uma vez
percebi como os distantes estão sempre mais perto. Meus amigos espalhados pelo
Brasil me ajudando a sobreviver. Este ano eu realmente sobrevivi. Tantas vezes
que eu pensei que não ia mais agüentar. Um ano em que o que menos teve valor
foi meu diploma. Em uma cidade que não mudou muito, com seus costumes e
conceitos provincianos. Um ano em que meu irmão decidiu se casar, fez sua
primeira tatuagem. Meu sobrinho também fez sua primeira tatuagem (morri de
orgulho). Eu fiz a nona. E ainda não parei. Um ano onde ganhei a confiança de
muitos (Violtes, thank you so much) e o ódio dos que tentaram me caluniar. Fico pensando em citar nomes aqui e fico com
medo de esquecer alguém, mas vou tentar.
Obrigada: Cecília, Mariana, Karine Costa e Juliana Spessato
por toda paciência e palavras sábias. Faby, Kevin, Ju, por acreditarem em mim e
não terem desistido de minha amizade, eu sei que muitas vezes fui bem chata com
vocês. Dilim, por nunca ter deixado de acreditar que nossa amizade seria
eterna. Deh por ter vindo falar comigo quando eu estava com o tornozelo
torcido. Sandra por sempre me tratar com tanto carinho. Minha cunhada Karine pela paciência e
carinho. Meu irmão por me amar, de fato ele me ama, porque agüenta até minhas
TPMs. Tenho que agradecer também as
minhas primas, principalmente Denise por conversar comigo e me mostrar algo bom
quando tudo parece desmoronar. Karla também nunca imaginei que teria amizade tão verdadeira com a barbie, gosto muito de ti! A Gi também, punk morro de saudade de ti!
Foi o ano que mais engordei, não consegui manter dieta
alguma e parei de me importar com isso. Como disse eu não faço planos. Não penso
em 2014, não faço promessas, não faço pedidos e que a vida simplesmente
aconteça! Não olhei a letra da música, mas irei postar assim mesmo.
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