segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A vida é assim


Perder pai ou mãe é algo que realmente transforma todo o nosso ser. Passei a ter atitudes que jamais imaginava ter antes. A Dolores perdeu o pai e também pirou de vez. Creio que tentamos fazer de tudo para esquecer, não isso é impossível, mas pelo menos aprender a conviver com a ausência da pessoa que sem foi, aquela que sempre nos amou incondicionalemente. Eu queria realmente poder falar de outro lance aqui, mas melhor não. Ontem revi um amigo depois de uns 14/15 anos. Não imaginava que teríamos tanto papo. Mas também conversar comigo é fácil, eu falo igual pobre na chuva. Sempre tenho várias histórias para contar. Não que todas sejam engraçadas e divertidas, mas é que depois da enchente ano passado aprendi a viver, principalmente o presente. Para quem não sabe eu quase morri ano passado, Laika quem me salvou, já tinha água entrando pela janela. Mas estou aqui e ela também, não deixando a casa ficar tão vazia. Ela, Creusa e meu irmão. Este ano fui para O Planeta Terra, sozinha andando de trem e bus porque eu não queria pagar mais de 100 reais pelo táxi, passei uma noite no aeroporto outra em um motel, mas vi Garbage isso em outubro, antes disso vi Alanis em setembro, na mesmo mês em que alguém me sacaneou me contando uma lorota achando que eu ainda tinha 15 anos. Enfim muitas vezes nem lembro desse ser mais. Voltar para Itabira me fez perceber que realmente tenho amizades de verdade, amizades de 10, 15 anos que preciso ainda aprender a cuidar melhor delas. Enxugaram minhas lágrimas, eu também enxuguei de alguns amigos. Quebrei tanto a cara, me meti em cada confusão, fui à nutricionista pela primeira vez, uma antiga amiga também. Fiquei ruiva por conta própria porque o cabeleireiro queria mesmo era me deixar loira. Que mania é essa heim? Sempre as loiras, ai que coisa chata. Eu nasci loira e nem curto esse lance. O ano que o Corinthians foi campeão da Libertadores e campeão Mundial, nossa eu vivi para isso, fiz uma tatuagem por isso.  Eu não faço promessas para o ano que entra. Aprendi a não planejar demais, melhor ainda aprendi a não analisar demais. Essa neura de querer entender tudo e todos, muitas vezes é melhor “let it linger”. Daqui uns dias rever a Ju depois de uns 10 anos, a Gisele depois de alguns meses, finalmente conhecer uma das pessoas mais sábias que já conheci, a Sam. Rever e dessa vez de forma descente o Dilim, nunca imaginei que seríamos amigos assim.  Por isso que fico muitas horas on line, essas pessoas distantes fisicamente que me ajudam demais. Saudade demais dos que ficaram pelo Cariri, Nagella, Mariana, Michel, Ivan. Ainda aprendo com eles. Ainda rimos muito juntos. Queria mesmo um dia poder encontrar todos os amigos cranfãs, Carmen, Diego, Andrea, Maria Laura, Damian, Dan, são muitos, muitos mesmo. Ontem foi tão legal, divertido e enfim. Melhor não falar demais. Tenho dificuldade em falar pouco, vocês sabem disso. O ano que eu lecionei em uma escola católica e conheci pessoas maravilhosas. Antigas professoras que se tornaram colegas de trabalho. Sem contar os alunos, os pequenos e os grandões que me ajudaram demais também, no final nos divertimos e aprendemos muito juntos. Conheci a doida da Eliana, quero mesmo vê-la feliz e longe de seu passado. Tem a galera do BH Hostel também Giovanny e Silmara. Então é isso, a ano que senti a maior e jamais passageira dor, o ano que aprendi a viver, ser feliz, o ano que voltei para casa, um lar que eu desconhecia ter. Ainda irei chorar, rir, falar, porque simplesmente me permito viver.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Vida Breve


Não me venham falar de
Amores perdidos
Amores não esquecidos
Amores não vividos
A vida é breve demais para tantas queixas
Lamentos julgados incontestáveis
Por mim são mais que desprezíveis
Corpos se envolvendo em um só
Presente com um pouco de passado
Um futuro não desejado
Somos seres humanos
Insatisfeitos por natureza
A inconformidade reina em alguns
Foi longo, foi breve
Foi agradável
Uma noite
Uma manhã
De volta ao nada que me apetece.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Insanidade


Amo-te mas você nem sabe ainda
Talvez nunca venha saber
Suas palavras completam meus sentimos ditos aos amigos íntimos
Mesmo sem o seu  conhecimento
Já digo por aí o que sinto por ti
Sinto-me louca novamente
Sem controle, fico sem respirar
A falar tolices muitas tolices para você
Você que eu pensava não existir
Será que existe?
Não seria uma ilusão de um ser desesperado, desanimado?
Me perturba demais tanta perguntas
Não posso te questionar
Tento não me oferecer
Não demonstrar tanto desespero, angústia e desejo
Temo te assustar, te afastar, te perder sem ao menos ainda te ter
Não estaria eu me perdendo mais uma vez
Ou estaria me encontrando de vez?
Não sei, odeio não saber das coisas
Odeio você não saber das coisas
Do que me sufoca
De como você não me sufocaria
Se ao menos soubesse
Se ao menos também sentisse
Se ao menos a mim também falasse
O que eu mais desejo ouvir.

Não tenho medo de fantasmas


Alguns fantasmas bateram à minha porta ontem. Dessa vez resolvi abrir, não que eu tenho aberto a porta, foi apenas uma fresta, apesar de acreditarem no oposto. Não teve um motivo específico para que eu abrisse. Não teve sentimento algum, apenas curiosidade, mesmo sabendo quais seriam as palavras lidas diante desta tela. Lembrar de mim pelos meus gostos musicais e futebolísticos é muito fácil, qualquer um faz isso. Pedido de desculpas não é algo que me afeta. Mas talvez tenha sido até uma forma bem breve de me distrair do que realmente me consumia naquele momento melancólico. Mantive conversas vazias apenas para matar o tempo que deveria ser usado para o trabalho mas eu simplesmente não estava afim de executá-lo. Perder para sempre a mãe é algo que de fato comove as pessoas. Não deveria ser assim. Hoje, apesar do sol, é um dia para ouvir The Cure, o dia inteiro. Chato mesmo é não poder ficar na cama o dia inteiro. Tenho que trabalhar. Já era para estar trabalhando. Prefiro escrever e me curar. Escrever e esquecer. Já estou sem agüentar esse papo de Natal e Reveillon, mesmo tendo feito uma árvore e pensado em presentes que poderiam ter sido comprados, ainda não foram. Eu não acredito em nada do que dizem. Ainda me sinto meio traída quando lembro que Florbela Espanca teve maridos, mais de um, sim ela teve. Mesmo assim não terá sido amada? Não sei o que é pior. Nada me faz acreditar na existência desse sentimento tão cobiçado. Talvez eu decida mesmo ficar só, Natal, Reveillon, não emprestarei meu corpo ao prazer de outros. Dias atrás um cara não entendeu o significado e o contexto da palavra loucura. Ele nunca entende. Nem me enjoa mais, não me causa mais nada. Nenhum de vocês consegue me afetar. Não mais. Algo que se perdeu anos atrás, algo que talvez nunca tenha existido. Você não existe, eu não existo. Cansei!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Sentimentos breves


Não costumo voltar à lugares onde morei. Se bem que voltei para Itabira. Sempre vou à Beaga. Talvez não seja bem isso que eu queria dizer. Em dias cinzas e chuvosos fica meio complicado encontrar palavras e conceitos corretos. Pessoas que falam somente de si perdem toda a minha confiança, quando em meio aos seus diálogos riem de meus sentimentos a situação piora bem mais. Não existem problemas maiores uns que os outros. Cada um sente sua dor, uns lidam com mais frieza, outros se afundam profundamente. As pessoas dizem que sou forte, às vezes me pergunto se não estou me tornando cada vez mais fria. Ou talvez simplesmente cansada de desperdiçar minhas palavras e sentimentos por aí. Uma certeza tenho, devo ter nascido na época errada. Isso sim é bem possível. Essa nova era tecnológica que preferem se masturbar em frente a uma câmera para um desconhecido de qualquer lugar ou idioma não foi feita para mim. Algumas vezes acho até engraçado. Depois de dois segundos, acho sei lá, não acho nada, não vale apena, cada ser que faça  o que estiver afim, isso nem deveria ser escrito aqui. Certos lances eu ainda não compreendo. Por que um cara me pergunta se sou solteira se em seguida diz ter uma amizade colorida ou estar ficando com alguém. Não digo que os homens não prestam, digo que realmente não nasci para esta era. Muito imediatismo, muito inconformismo. Eu gosto de dançar a noite inteira, nem preciso estar acompanhada, Big Apple faz bem seu papel, sakê também, não sei escreve assim. Percebi o que realmente gosto em seres humanos. Gosto daqueles que ainda pensam, que me fazem pensar, aqueles que usam palavras que desconheço em seus breves discursos. Gosto de elogios, sim eu gosto de certos tipos de elogios. Meu cabelo está quase laranja, amanhã uma nova tatuagem porque o Corinthians agora é campeão mundial. Chorei, gritei e sorri ao mesmo tempo, saudade de mamis, sempre assistindo os jogos comigo. Mas meu irmão estava ao meu lado hoje e Laika também, cachorros são realmente formidáveis. Então, também gosto de pessoas que escrevem, poesias, contos, pensamentos, nada de frases feitas. Isso realmente me apetece. Talvez seja um sentimento breve, estou muito assim esses dias. Hoje meu rosto ficou vermelho, isso raramente acontece. Talvez seja um sentimento breve.

domingo, 2 de dezembro de 2012


Somos cobaias mal pagas


Interessante o que sai de bocas mal alcoolizadas. Interessante como analisam os relacionamentos de seus amigos. “Ele está agindo errado” “Não se deve tratar uma namorada assim” “Eu vou ensiná-lo como é forma correta de agir”. Sempre me pergunto se existe certo e errado. Cada um vive em sua própria realidade e verdade absoluta. O que é verdade para mim pode não ser para outrem.  Eu fui usada como cobaia, sem saber, pagamento não recebi. Fui usada mais uma vez para terem certeza do que sentem por outra pessoa. Interessante isso, né?Não, não é nada interessante. Isso é ridículo, desprezível e hipócrita. Façam o que eu falo mas não façam o que eu faço. Não estou falando de sentimento, nessa situação não existe nem nunca existiu sentimento. Apenas mais um lance que me faz mais descrente ainda na humanidade. Me questionaram sobre o amor. Me chamaram de feminista ao mesmo tempo que diziam que a mulher que não casa não é feliz. Tiveram pena de mim por eu não ter me sentindo amada. Você nem digno de dó é, meu bem. Para mim você é simplesmente mais um aborto mal feito. Mais um ser desprezível ocupando espaço neste mundo vasto mundo. O amor? O amor não existe, assim como não existe o respeito ou  pessoas de bom caráter. Existem apenas seres individualistas, egoístas presos em suas dores, angústias e covardia, usando a boa vontade das outras pessoas para se sentirem melhor e superiores. O mais hilário ou até mesmo irônico é você não enxergar a vadia que ela é. Mas sempre vai ser assim, as que fingem se dão bem. Fingir ser a vítima, a corrompida, queria nem rir. Feliz sou eu que esqueço todos muito fácil, feliz sou que sei ser feliz comigo mesma. Felicidade é saber ser fria, calculista e realista. Continue em sua doce ilusão. No final todos morrem sozinhos sem um pingo de piedade.

domingo, 11 de novembro de 2012

O problema é que tardamos demais em amar


O problema é que tardamos demais em amar, em fazer o bem, em agradar aqueles que nos amam incondicionalmente. Sempre deixamos para amanhã, achando que será mais perfeito, que teremos mais dinheiro e mais tempo. O problema é que não sabemos se o amanhã virá. Se bem que o amanhã sempre existirá. O lance é que não sabemos o que ele trará. Quem estará presente quando um sol nascer ou quando a chuva começar a cessar. Esses dias que não decidem se esfriam ou esquentam. Que diferença faz? Estão todos a reclamar. O mural do facebook parece mais uma grande lista do PROCON. Reclamam do sol, reclamam da chuva, reclamam porque não são amados, reclamam que deixaram de amar, reclamam porque o cd não chegou, reclamam porque o time perdeu, reclamam porque o time ganhou, se divertem com a desgraça alheia, a vingança mais fácil do século XXI, rir dos que choram. Minha mãe não está mais aqui eu não posso mais reclamar do alto som da TV na sala me atrapalhando a corrigir redações, eu não posso mais reclamar do cheiro de cigarro que me fazia espirrar, eu não posso mais reclamar por vê-la tão triste e solitária. Eu não posso fazer mais nada. Eu esperei o amanhã, esperei ter mais dinheiro, esperei ter mais tempo, esperei minha irmã quebrantar  o coração, o amanhã veio e veio sem ela aqui, a sala vazia, o sofá vazio, a TV desligada, sem cheiro algum de cigarro. A tatuagem que ela nunca viu. O erro de minha mãe foi amar demais, infelizmente seus filhos não aprenderam o mesmo com ela. Infelizmente nossa família ainda se reúne apenas para chorar. Sempre assim. Não me digam mais que sou e que tenho que continuar forte. Não me peçam para sair de casa e ter que ir trabalhar. Não me indiquem remédio para dormir. Foi a semana mais longa de toda a minha existência e ela ainda não terminou...outra já começou.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

That’s why I prefer rock and wine


I found something about myself last weekend. What I like on Saturday night? Some guy wanted pass all night long with in a room. But I was in a big city, full of good possibilities. I put my black and red shirt to fix with my new all star and went to some indie concert, but I had no ticket I without my ID. So I went back to hostel and changed my clothes, I put my Joy Division T-shirt. I went to Matriz and drink a bottle of wine, danced all the night, I was so much happy. I’m so lazy of relationships, of mine, of others. I can’t listen about it. “I love people but people don’t love me”. I don’t give a damn about it. I think that guy didn’t believe in me. But who cares? Boys are lying all the time in special to themselves. Now I am me, myself and I. Some people ask me “Will you travel alone?” “Will you go to that concert alone?” Sure, why not? I just need my boots to see the world and is what I’m doing now. Knowing the world, knowing myself and have a perfect meeting with happiness.

sábado, 15 de setembro de 2012

“People are stranger, people in danger”


Parafraseando minha amiga Sam, sinto saudade da época que meu mundo era apenas The Cranberries e eu. Vivemos em mundo, principalmente o virtual onde as pessoas querem apenas mostrar o que têm, quantos CDs, DVDs, ingressos dos shows já foram, quantas fotos tiraram com as bandas. O que me chama mais atenção é a intenção de quem possuiu algo que parece mais um arsenal de guerra para lutar pela melhor posição no raking de melhor fã em vez de compartilha o amor e admiração pela banda. Hoje quase entro em mais uma virtual e inútil briga que acabou resultando em um insulto sobre “meu inglês” mal digitado. Aí pergunto o seguinte: Minha língua é a portuguesa, o grupo é espanhol e as pessoas escrevem em inglês? Preferi deletar e evitei maiores. Por isso que digo que a Dolores pensava mesmo em seus fãs quando disse “People are stranger, people in danger”. Quando vou a um show de quem sou fã, o último por sinal foi da Alanis Morissette, o que me menos me importa é o que terei para mostrar para as outras pessoas. Ao ver o artista no palco cantando aquelas canções que mudaram minha vida e encheram de esperança minha turbulenta adolescência não consigo pensar em mais nada, não vejo mais nada ao meu redor, aquele é meu momento e ninguém pode me roubar. Todos vocês deveriam se sentir assim, saber realmente o que é amar algo. Mas na realidade são cheio de obsessões, são doentes e perdem o tempo mostrando o que tem. Prefiro ser tachada de louca e ter poucos amigos a ser como vocês cheios de carimbos no passaporte vivendo na insensatez de não frustrar as expectativas que os outros tem em relação aos passos que vocês dão diariamente. Essas pessoas não conseguem de forma algum absorver o mínimo de sentimento em forma de composições que poderiam mudar um pouco as mentes vazias de vocês. Eu ainda lembro da época em que tinha apenas um rádio quebrado onde esperava horas até escutar uma ou duas músicas da minha banda favorita. Hoje é tudo tão fácil que se tornou banal. O que The Cranberries significa para mim, vocês jamais irão entender e eu não dou a mínima em relação a isso. Ouço, canto e sinto porque amo, porque estou afim, porque quero e posso fazer. É uma pena saber quão egoísta e invejosa a sociedade é. Nós fazemo o mundo onde vivemos, somente as pessoas podem modificá-lo, mas ninguém mudar nada, apenas mostrar o que o dinheiro pode comprar. Lembrando que um dia a terra há de comer, inclusive você.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Inveja, mentira e covardia



Uns meses atrás fui convidada a participar de um blog, fiquei muito feliz, pois pela primeira vez eu poderia mostrar ao mundo o amor que tenho pela banda The Cranberries. Como eu estava sem trabalhar e com muito tempo livre pude me dedicar com todo meu amor e responsabilidade que sempre tive. Com o passar dos meses percebi como despertava o ódio, a inveja e falta de reconhecimento de algumas pessoas. Nunca imaginei que seria assim. Na realidade me iludi como uma adolescente ao assistir comédias românticas e acreditar que possa ser real. Alguns de meus trabalhos que foram postados, outro por falta de capacidade e compromisso disse por ai que eu tinha contribuído apenas com as imagens, mas que me conhece, reconhece logo minha redação. Nunca quis aparecer ou competir com ninguém. O lance foi que comecei a cultivar sentimentos muitos ruins dentro de mim por certas pessoas que no fim se mostraram extremamente invejosas. O ódio é um terrível sentimento, destroi tudo que encontra, faz feridas que jamais serão curadas. Com o intuito de acabar com toda essa situação desagradável que estava afetando principalmente pessoas que eu amo decidi sair do grupo no facebook e do blog. Em vez de conversar comigo aquele que se diz líder, me chamou de revoltada no twitter, na tentativa de conversar com ele no chat do facebook ele me deixou no vácuo e foi atrás de respostas com outras pessoas e depois expos me dados pessoais na rede dizendo que eu não sabia ouvir e que ele estaria provando sua integridade. Algumas pessoas pensam que isso tudo é apenas por causa de um cd que não chegou e que acredito que nunca irá chegar. Na realidade isso é simplesmente uma decepção, interessante que essa mesma pessoa foi citada em meu primeiro texto deste blog, mas ela nem sabe disso porque nunca o leu. Muito fácil me acusar de algo, dizer que não sei ouvir, que sou revoltada. O lance é que tenho orgulho de quem sou, de minhas origens. A diferença é que sou honesta, verdadeira e franca. Um amigo meu de longa data dizia, ou você me ama ou me odeia, é por ai mesmo. A diferença é que enquanto a trilha sonora da minha é “Stop Me” a sua sempre será “Loser”.

domingo, 13 de maio de 2012

O amor embalado em caixas presenteáveis


Já dizia Camões “Amor é fogo que arde sem se ver, É ferida que dói e não se sente”. Sinceramente eu nunca vi uma dor que não se sente. Mas parece que as pessoas realmente se conformaram com esse tipo de lance. Esse amor que se compra em embalagens em forma de coração cheias de chocolates recheados de traição. Ontem quando estive em um bar uma senhorita disse “que sua cabeça estava em outro lugar” porque seu amado namorado tinha sofrido um acidente e ela não conseguia pensar em outra coisa. Após algum tempo do show da banda que tocava pop/rock nacional e internacional parecendo até mesmo um aulão da saudade, a moça que sofria por não estar perto do namorado resolveu se consolar nos braços do empresário. O baterista da banda que paquerava comigo e com todas minhas amigas durante o intervalo do show mostrou-se acompanhado. Como eu não pude me conter ainda mais com efeito de algumas doses de vodka no final do show ainda disse ao batera “poxa você partiu meu coração, porque você trouxe sanduíche para festa”? A resposta dele foi “é mesmo você está certa, boa ideia, da próxima vez venho só” Hoje é o dia de dizermos o quanto amamos nossa mãe. É assim mesmo, nesse sistema capitalista que temos os dias marcados de expressar nossos sentimentos e de comprar presentes para mostrarmos o tamanho do amor que sentimos. Mês que vem será o dia dos namorados, outra data linda e admirável, algumas moças esperam ser pedidas em casamento, outras, jantares a luz de velas e ainda têm aquelas que estão há meses chorando esperando por um telefonema dizendo “volta para mim”? Ontem às 8:56 uma guria chorava porque um cara que não acredita nas palavras dela não quer mais vê-la. Se alguém não acredita em minhas palavras é melhor mesmo nem chegar perto de mim. “How can they look into my eyes And still they don't believe me” Os melhores poemas de amor são aqueles escritos por alguém que nunca amou ou foi amada, estou falando de Florbela Espanca. Eu estou fora desse lance de amor. Ainda bem que descobri a tempo que ele não existe mesmo. O que existe são doces ilusões que começam super doce e depois acabam sempre mais amargas do que possam suportar nosso paladar. Melhor ainda foi descobrir o que me faz feliz, não canso de repetir: cachorro, tatuagem e show de rock. Não deixei de ter sentimentos, simplesmente aprendi a não viver mais em funções deles. A minha razão hoje me possuiu e por mais que eu sinta vontade e saudade, prefiro pensar no preço de minha próxima tatuagem.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Cachorros são seres mais interessantes do que as pessoas

Se você tem ou já teve algum cachorro basta ler o título para entender do que eu estou falando. Não preciso comparar lances de companheirismo ou fidelidade porque isso já foi comprovado em eras passadas. Interessante para mim significa algo novo que possa me surpreender, isso mesmo tem que me surpreender não basta ser novo. Tem tanta gente nova por aí que nem é tão nova assim, lançando moda que já era moda quando ainda era um óvulo com possibilidade de ser fecundado. Quando conheço uma pessoa nem sempre ela é interessante. Mas quando vejo um cachorro já fico atenta, pois sei que ele terá atitudes admiráveis aos meus olhos, principalmente se for filhote e fêmea, filhotes são seres realmente amáveis, não acham? Agora, pessoas são seres eternamente estranhos ou não. Preferimos nos iludir, criar expectativas acreditar que aqueles que consideramos eternamente amigos jamais terão atitudes tão ridículas a ponto de nem queremos mais ao menos olhar em suas faces de novo. É claro que se nos chateamos é porque gostamos da pessoa. Quando não temos algum sentimento se quer independente de como a pessoa se comporte não irá nos afetar. O cachorro não, ele sempre nos ama e nos perdoa por passarmos horas fora de casa vivendo outras emoções que eles não nos podem proporcionar. Pessoas são menos interessantes porque elas são repetitivas demais, falam e fazem a mesma coisa, mas o pior mesmo a bendita hipocrisia que nunca irá acabar, o egoísmo e a inveja. Enquanto o cachorro sempre inventa algo novo para fazer você sorrir, também é fácil saber quando ele está feliz, basta olhar o rabo dele. Será que se falássemos a mesma língua que os cachorros eles nos amariam tanto assim? Cachorros também brigam, também mordem e também choram. E nós pessoas? Sempre seremos seres egoístas de um mundo só, fingindo acreditar em novos pensamentos para tornar a vida um pouco mais suportável.

sábado, 24 de março de 2012

They have girlfriends, wine and sex, I just have sugar

Dizem por aí que o açúcar ou uma substância que tem no chocolate pode substituir o amo, eu vi isso em um filme na sessão da tarde quando eu era guria e virgem, naquela época já não funcionava, imagina então agora com trinta anos? Isso tudo é uma grande lorota, certos lances não dá para substituir, se tratando de sexo e amor então,sem chance heim. A questão é: o que você quer? Quer amor? Que sexo? Muitas vezes difícil é ter os dois juntos. Separado é bem mais fácil por isso as vezes fica chato, cansativo e sem graça. Quando depende de outra pessoa então e ela não está fim piora ainda mais a situação. Vai dizer que não é mais fácil amor do que ser amada? Claro que sim, mas nesse mundo de hoje ou no de sempre as pessoas jamais fazem algo sem ter alguma recompensa. Não se iludam...Quem diz que faz sem esperar algo está mentido. Everybody Lies, já dizia o Dr.House do episódio piloto. Por sinal adoro a série e estou arrasada porque será finalizada. É nesses tempos de solidão e muito açúcar as séries me fazem uma grande e perfeita companhia, mas repito açúcar demais nunca resolverá seus problemas amorosos e sexuais, te fará ficar uma balofa e sem amor e sexo eternamente, outra furada é acreditar na famosa "o que vale é o interior" ai ai depende muito do interior viu.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012


É impressionante nossa incapacidade de aceitar o fim. Ainda mais quando não é o final que planejávamos. Fomos criados acreditando em “felizes para sempre”, como se a nossa felicidade fosse algo que sempre dependesse de outra pessoa. De estar com outra pessoa. Sem contar a obrigação de amar e ser amada apenas uma vez na vida. São tantos conceitos criados em torno de um puritanismo que nós mortais jamais seremos capazes de cumprir, aceitar e entender. Então de repente acaba um namoro, uma amizade ou um casamento, nossa quando o lance é casamento é mais tenso. O que sei que é de repetente, nos vemos diante de finais que não são considerados felizes porque a solidão é algo fúnebre e depressivo, não é mesmo? Não mais para mim. Nunca mais será. Como querer ser feliz sem saber ao menos o realmente te faz feliz? Qual o seu conceito de felicidade? Hoje eu tenho certeza de algumas coisas que me fazem feliz: cachorro (Laika), amigos reais como Mariana, Nágella e Michel, uma nova tatuagem, ficar no front stage no show dos The Cranberries, e possibilidades de novas amizades mesmo que por enquanto virtuais como os cranfãs Cecília e Jorge e o mineiro Reiri. A Cecília me incentivou a finalmente ter um blog e aqui estou tentando ver no que esse trem vai dar uai.