domingo, 4 de janeiro de 2015

Life is no garden of roses



Tia Help era muito parecida com minha mãe. Lembro de muitas pessoas confundirem as duas. Lembro de como elas riam juntas e como levavam alegria aos que estavam a sua volta. A gente almoçava e ela nos fazia dançar  Beatles embaixo dos pés de manga em seu jardim dizendo que fazia bem à digestão e emagrecia. Jamais tínhamos coragem de desobedecer. Impossível também era discordar dela. Louco o que tentava fazer isso. Jamais imaginei começar o ano assim. Rodeada de tanta dor. Noite passada eu sonhei que minha orquídea estava sem uma flor e sonhei também que eu tocava e cantava Beatles para  Tia Help. Às vezes gostaria de não ter esses sentimentos, essas sensações, essas visões. O que me frustra sempre é essa sensação de impotência, remorso de nunca ter feito o suficiente, de não ter tido tempo suficiente para amar. Eu já aprendi que não vale a pena gastar tanto tempo com dor, mágoa, raiva, rancor. Tenho apenas um vida, que cada ano, parece se encurtar  mais. Nos tornamos egoístas porque quando nos doamos demais jamais somos valorizados. O ano mal começou e eu já tive que decidir algumas coisas, ou simplesmente fazer o que estava com vontade. Existem sim pessoas ao meu redor que me amam. Muitas vezes por desejarem me proteger demais, exageram e eu saio correndo. Saio correndo porque farei o que está em minha cabeça e coração, não importa se alguém concorda, nunca precisei de conselhos ou aprovações. As pessoas sempre me dizendo que sou forte. Na realidade, nunca tive outra opção. Ano passado perdi um amigo, mesmo ele ainda estando vivo. Parti alguns corações. Nunca saímos ilesos de situações que nos fazem chorar. Um dia ficam apenas as lembranças e o aprendizado, o amadurecimento. Ano passado fui madrinha de uma turma na escola, pela primeira vez. Ano passado trabalhei em uma escola sem ter arrumado algum confusão. Foi um ano bom, apesar do resultado da eleição. Alguns amigos permanecem. Eu ainda choro, às vezes ainda grito, quebro objetos, falo palavrão. Eu ainda sorrio, tenho uma gargalhada que meus amigos adoram, ainda quero fazer mais tatuagens, ainda uso preto e hoje tenho o cabelo laranja, para admiração de uns e inveja de outros continuo fazendo o que tenho vontade. Continuo tendo fama de louca. Apesar de tudo, de toda dor, ainda me entrego aos sentimentos bons, aos momentos inesperados.  Continuo sem fazer planos e mesmo sabendo da perda de hoje não irei amaldiçoar meu ano. Ele está apenas começando. Preciso mais uma vez ser forte para ajudar os que estão sofrendo mais que eu. Assim como minnha mãe, o único erro de Tia Help foi amar demais, sofrer demais, amar demais. Jamais irei esquecer de tudo que aprendi com ela, uma vez ela me enisnou a seduzir um cara que eu estava apaixonada, até isso ela fazia por mim. Ela sempre será minha segunda mãe. Sempre irei te amar...

sábado, 29 de novembro de 2014

Sacou?

Se eu fosse o tipo de garota que não explica e demonstra o que sente, eu até entenderia, mas sou totalmente o oposto disso. Eu falo até demais. Minha transparência vai além da cor da minha pele. Definitivamente tem coisa que os rapazes jamais entenderão. Mesmo sabendo disso, eu não me conformo. Uma pessoa me disse anos atrás que se todos fossemos sinceros as pessoas se machucariam mais. Nunca concordei com aquele pensamento. Sei lá o que de repente aconteceu comigo. Eu costumava ficar anos solteira. Eu costumava ficar meses chorando, procurando e tentando entender os sentimentos, os dos outros e os meus. Implorava por respostas que jamais tive. Argumentos que não eram capazes de me convencer. Eu devo ser muito chata mesmo. Muitas vezes não aguento a mim mesma. "Coisas de homem" "Coisas de mulher". Esse mundo machista que jamais irá deixar de existir. A pessoa te joga no fundo poço e meses depois acredita que você continua sendo a mesma criatura assustada e perdida em uma estrada desconhecida. O lance é que eu sempre sigo em frente. Sempre tenho a sensação que começo escrevendo sobre o presente e termino falando de algo que já se foi há muito tempo. Algumas pessoas acham que tudo se resolve com um pedido de desculpas. Vi pessoas desesperadas por uma resposta minha e eu simplesmente ignorar, sem me esforçar, sem remorso, sem pensar no futuro. Desde aquela enchente que Laika me salvou, o futuro ficou distante demais, mesmo que fosse o futuro do próximo segundo. Nesses momentos de angústia sempre lembro de minha mãe dizer "vou dar um jeito". Não era que ela dava um jeito, mas ela sabia encher meu coração de esperança. Não estou escrevendo este texto para jogar indiretas às pessoas. Na realidade eu não costumo fazer isso, apesar que muitas vezes pareça. Eu simplesmente escrevo para aliviar meu coração daquilo que ele não é capaz de lidar.  Há tempos desisti de carregar o mundo em minhas costas, há tempos que desisti de ter todas as respostas. E, pelo visto, estou começando a ficar cansada de explicar. Explicar o que eu sinto, cansada de entender o que os outros sentem. Em uma determinada época eu duvidada de tudo e de todos, muito de fé se perdeu por lá. No meio de todas aquela dores, angústias, diante de sentimentos que não simplesmente não era capaz de entender. Muitas vezes a pessoa está cheia de boas intenções, mas definitivamente certos lances rapazes jamais irão entender. E eu não sei se estou afim de explicar. Que semana difícil.  Esta casa parecendo que vai desmoronar sobre minha cabeça a qualquer momento. Minha cabeça um caos e as pessoas ainda achando minha muito mais interessante que a delas. Gostaria mesmo de saber quem daria conta se estivesse em meu lugar. Sou meio biruta, sabe? Tudo começou a acontecer rápido demais, em determinados momentos acho que não vou dar conta. Ando fugindo, contando pequenas mentiras para escapar de situações repetitivas. Sei lá se existe mesmo esse lance de coisa de homem e coisa de mulher, mas sei que certos lances, os rapazes jamais irão entender. 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

O Amor

O gosto
O desgosto
O doce
O azedo
O desprezo
Que aproxima
O amor
Que te elimina
Elimina a dor
Te causa dor
Rancor
Raiva
Mágoa
Amor
Ódio
Ciúme
Amor
Beijos
Afetos
Dor
Amor
Te constrói
Te destrói
O Amor


sábado, 25 de janeiro de 2014




O que seria o amor?
Seria uma dor?
Seria algo que te cure do rancor?
Será que existe um tempo determinado para o amor?
As pessoas dizem amar e não amar todos os dias
Algumas dizem se apaixonar todos os dias
Todos os dias
Um dia tão mutável
Cheio de sensações
Vazio de sensações
O que uma mente confusa é capaz de fazer?
O que uma mente confusa é capaz de esquecer?
O que te faz esquecer?
O que te faz amar?
O que te faz apaixonar?
Alguém já te esqueceu?
Alguém já te amou?
Alguém já se apaixonou por você?

Me desculpem, mas hoje, não sou capaz de responder

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Por favor não me deixe aqui sozinha
Eu já acostumei com o seu bom dia
Mesmo há quilômetros de distância
Você é o quem se faz mais presente
Você foi quem me despertou daquele infinito silêncio
Você chorou a minha dor
 Você me aqueceu com seu calor
E me abraçou mesmo quando eu te causei dor
Porque sou confusa
Porque me perco em meus pensamentos loucos
Porque com você minhas vontades são intermináveis
Meus desejos são os mais profundos
Porque apenas com você

Eu não temo a mim mesma

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2013

Pensei que não escreveria um texto falando sobre o que aconteceu este ano. Não costumo fazer parte de lances tradicionais. O que eu fiz, o que farei. Não costumo pensar no passado, não costumo planejar o futuro. Fui obrigada a não me prender a datas. Muitas dores e decepções que não consigo esquecer. E por mais que eu até tente fazer algo para mudar, sempre me vejo na mesma situação. Muitos pensam que eu seja pessimista enquanto me vejo apenas realista. Foi um ano que aprendi de fato perdoar, me perdoar. Um ano que descobri que suporto muitas características no ser humano, menos egoísmo. Isso não suporto mesmo. Pessoas que enxergam apenas seus problemas. Pessoas que acreditam que suas dores sempre serão as mais profundas. Me desfiz de algumas amizades, mas realmente não sinto saudade. Aprendi a ser desapegada. Alguns dizem que desejam ser como eu. Mas ser assim faz com que você muitas vezes sinta um infinito vazio em sua alma. Então de repente você não sabe se não sente algo ou se sente esse não sentir. Foi um ano que aprendi a não deixar minhas lágrimas caírem. Um ano que fez um ano sem minha mãe, dor e saudade infinita. Um ano que me descobri que sou ciumenta e que não sei disfarçar nadinha. Um ano que percebi que nem sempre sei dizer o que estou sentindo. Que muitas vezes meus sentimento estão confusos, dispersos, perdidos. Mais uma vez percebi como os distantes estão sempre mais perto. Meus amigos espalhados pelo Brasil me ajudando a sobreviver. Este ano eu realmente sobrevivi. Tantas vezes que eu pensei que não ia mais agüentar. Um ano em que o que menos teve valor foi meu diploma. Em uma cidade que não mudou muito, com seus costumes e conceitos provincianos. Um ano em que meu irmão decidiu se casar, fez sua primeira tatuagem. Meu sobrinho também fez sua primeira tatuagem (morri de orgulho). Eu fiz a nona. E ainda não parei. Um ano onde ganhei a confiança de muitos (Violtes, thank you so much) e o ódio dos que tentaram me caluniar.  Fico pensando em citar nomes aqui e fico com medo de esquecer alguém, mas vou tentar.
Obrigada: Cecília, Mariana, Karine Costa e Juliana Spessato por toda paciência e palavras sábias. Faby, Kevin, Ju, por acreditarem em mim e não terem desistido de minha amizade, eu sei que muitas vezes fui bem chata com vocês. Dilim, por nunca ter deixado de acreditar que nossa amizade seria eterna. Deh por ter vindo falar comigo quando eu estava com o tornozelo torcido. Sandra por sempre me tratar com tanto carinho.  Minha cunhada Karine pela paciência e carinho. Meu irmão por me amar, de fato ele me ama, porque agüenta até minhas TPMs.  Tenho que agradecer também as minhas primas, principalmente Denise por conversar comigo e me mostrar algo bom quando tudo parece desmoronar. Karla também nunca imaginei que teria amizade tão verdadeira com a barbie, gosto muito de ti! A Gi também, punk morro de saudade de ti!

Foi o ano que mais engordei, não consegui manter dieta alguma e parei de me importar com isso. Como disse eu não faço planos. Não penso em 2014, não faço promessas, não faço pedidos e que a vida simplesmente aconteça! Não olhei a letra da música,  mas irei postar assim mesmo.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Feelings


Sinto saudade do seu cheiro
E de sua maneira de me olhar
Sinto saudade dos seus beijos
De suas mordidas
De sua maneira peculiar de falar
Sinto saudade de quando me segura forte
E me deixa sem ar
Sinto saudade até mesmo de sentir saudade
De quando meu rosto fica vermelho e desvio o olhar
Mas também sinto vergonha do meu ciúme
Dos dias que tive vontade de gritar
E do medo que tenho de algum dia você me deixar