sábado, 4 de maio de 2013

As pessoas não são mais pessoas


O mundo está cheio de mentes vazias. Isso eu já sei há muito tempo. Na realidade eu nunca tentei de fato me encaixar em algum grupo. Como eu costumo dizer: a essência do ser humano jamais irá morrer. Muitas vezes você pode mudar suas atitudes diante de certas situações para conseguir o que deseja ou para simplesmente mostrar ser de certa forma tolerante. Escutei algumas frases este ano. “Angélica nós temos que ter um coração mais tolerante, pense naquela pessoa, o quanto ela já sofreu, o quanto ela já se frustrou durante a vida”, ou “Angélica você gosta mais de cachorros do que de gente porque os cachorros não falam, e nosso problema é que falamos demais”. Na realidade vocês falam de menos, o que vocês falam demais são os mesmo discurso que seus avós e bisavós já faziam há 130 anos atrás. Eu nem falo mais que as pessoas também deveriam me aceitar da forma como eu sou, não faço mais esse tipo de lamentação. O que eu costumo a dizer e o que é a mais pura verdade é que ninguém é obrigado a gostar de ninguém e que esse lance de ética e respeito definitivamente não existe. Mas a maioria ainda vive nessa utopia de um mundo melhor, eu percebo como cada vez fica pior. Eu nasci para viver a realidade nua e crua, por isso, ainda sofro por alguns segundos diante de alguma situações. Quando eu falo que não suporto, a palavra é essa mesma, não suporto mentira, falsidade e hipocrisia, é porque de fato, não suporto mesmo. As pessoa que conseguem lidar com a falsidade, hipocrisia e mentira, conseguem ter um grande círculo de “amigos”, mas comigo o lance já é totalmente diferente. Por essas e outras e eu sempre tive uma visão totalmente diferente do Dr. House, não irei explicar agora essa visão, não estou afim. Eu não me incomodo mais com a maneira como as pessoas decidiram viver ou morrer. Mas se tem algo que estou de saco cheio é das pessoas terem pena de mim por eu ser estar solteira e dizerem “um dia você vai encontrar alguém” “ninguém nasceu para fica só”. Ah, qual é? Me poupe desse discurso. Ano passado quando fui ao show do Garbage no festival Planeta Terra, tinham inúmeras pessoas curtindo os shows, sozinhas e eu não vi em seus rostos tristeza alguma. O lance é que você precisa estar inserido em algum grupo, ter algum rótulo. Eu vou morrer ouvindo as pessoas perguntarem o que eu sou. As pessoas nunca foram simplesmente pessoas. Hoje o  lance apenas piorou porque com a inclusão digital tudo se espalha muito mais rápido. Então dessa forma, as pessoas que não são mais simplesmente pessoas se tornaram: góticos, perkys, black metals, head bangers, heterossexuais, homosexuais, veados, lésbicas, gays, sapatão, bisexuais, solteiras, namoradas, casadas, noivas, largadas do marido, cornas, e assim por diante. Eu acho tudo isso muito pedante. Ah, sem contar: sou evangélico, eu sou apenas cristão, eu sou catótico apostólico romano, eu sou católico não praticante, eu sou satanista, eu sou ateu, eu não sou nada, mas acredito em Deus, eu sou agnóstico (até hoje não saquei qual é essa viagem). E nisso começam as separações dos que são a favor, dos que são contra, e daqueles que acreditam de fato, fazerem revolução compartilhando imagem no facebook, mesmo que sua revolução seja desrespeitar a visão e maneira de viver de seus amigos que estão on line ou não. O que sei é que eu jamais irei conseguir seguir muitas regras, nas realidade sigo regra alguma, não nasci para fazer parte de grupo algum, odeio rotina, odeio datas, tempos cronometrados, data de validade e definitivamente não acredito no “para sempre”. Nada é para sempre, nem a vida, nem a morte, amizade alguma, namoro, sexo, comida, bebida ou qualquer tipo de juramento feito diante de alguma “santidade”. Por isso que hoje, sou realmente desapegada às pessoas, aos lugares, saudade é algo raro em minha vida, raro mesmo. Eu não quero mais ser aceita em lugar algum, eu não quero mais ter vários amigos, eu aprendi a viver assim estou bem assim. Aos amigos de verdade eu digo, não se preocupem, não estou depressiva, não estou querendo cortar meus pulsos, estou simplesmente vivendo a minha vida. E vocês vivam a de vocês também da maneira que assim decidirem.

Um comentário:

  1. Independente do que você faça, sempre terá alguém criticando. Nunca agradaremos a todos, então não precisamos nos preocupar em agradar ninguém.

    ResponderExcluir