Perder pai ou mãe é algo que
realmente transforma todo o nosso ser. Passei a ter atitudes que jamais
imaginava ter antes. A Dolores perdeu o pai e também pirou de vez. Creio que
tentamos fazer de tudo para esquecer, não isso é impossível, mas pelo menos
aprender a conviver com a ausência da pessoa que sem foi, aquela que sempre nos
amou incondicionalemente. Eu queria realmente poder falar de outro lance aqui,
mas melhor não. Ontem revi um amigo depois de uns 14/15 anos. Não imaginava que
teríamos tanto papo. Mas também conversar comigo é fácil, eu falo igual pobre
na chuva. Sempre tenho várias histórias para contar. Não que todas sejam
engraçadas e divertidas, mas é que depois da enchente ano passado aprendi a
viver, principalmente o presente. Para quem não sabe eu quase morri ano
passado, Laika quem me salvou, já tinha água entrando pela janela. Mas estou
aqui e ela também, não deixando a casa ficar tão vazia. Ela, Creusa e meu
irmão. Este ano fui para O Planeta Terra, sozinha andando de trem e bus porque
eu não queria pagar mais de 100 reais pelo táxi, passei uma noite no aeroporto
outra em um motel, mas vi Garbage isso em outubro, antes disso vi Alanis em
setembro, na mesmo mês em que alguém me sacaneou me contando uma lorota achando
que eu ainda tinha 15 anos. Enfim muitas vezes nem lembro desse ser mais.
Voltar para Itabira me fez perceber que realmente tenho amizades de verdade,
amizades de 10, 15 anos que preciso ainda aprender a cuidar melhor delas.
Enxugaram minhas lágrimas, eu também enxuguei de alguns amigos. Quebrei tanto a
cara, me meti em cada confusão, fui à nutricionista pela primeira vez, uma
antiga amiga também. Fiquei ruiva por conta própria porque o cabeleireiro
queria mesmo era me deixar loira. Que mania é essa heim? Sempre as loiras, ai
que coisa chata. Eu nasci loira e nem curto esse lance. O ano que o Corinthians
foi campeão da Libertadores e campeão Mundial, nossa eu vivi para isso, fiz uma
tatuagem por isso. Eu não faço promessas
para o ano que entra. Aprendi a não planejar demais, melhor ainda aprendi a não
analisar demais. Essa neura de querer entender tudo e todos, muitas vezes é
melhor “let it linger”. Daqui uns dias rever a Ju depois de uns 10 anos, a
Gisele depois de alguns meses, finalmente conhecer uma das pessoas mais sábias
que já conheci, a Sam. Rever e dessa vez de forma descente o Dilim, nunca
imaginei que seríamos amigos assim. Por
isso que fico muitas horas on line, essas pessoas distantes fisicamente que me
ajudam demais. Saudade demais dos que ficaram pelo Cariri, Nagella, Mariana,
Michel, Ivan. Ainda aprendo com eles. Ainda rimos muito juntos. Queria mesmo um
dia poder encontrar todos os amigos cranfãs, Carmen, Diego, Andrea, Maria
Laura, Damian, Dan, são muitos, muitos mesmo. Ontem foi tão legal, divertido e
enfim. Melhor não falar demais. Tenho dificuldade em falar pouco, vocês sabem
disso. O ano que eu lecionei em uma escola católica e conheci pessoas
maravilhosas. Antigas professoras que se tornaram colegas de trabalho. Sem
contar os alunos, os pequenos e os grandões que me ajudaram demais também, no
final nos divertimos e aprendemos muito juntos. Conheci a doida da Eliana,
quero mesmo vê-la feliz e longe de seu passado. Tem a galera do BH Hostel
também Giovanny e Silmara. Então é isso, a ano que senti a maior e jamais
passageira dor, o ano que aprendi a viver, ser feliz, o ano que voltei para casa,
um lar que eu desconhecia ter. Ainda irei chorar, rir, falar, porque
simplesmente me permito viver.
Não lembro, não marco mas tenho guardado os momentos. Foi bem divertido ter conhecido mais duas pessoas vindos de outros estados. Veja como tudo se encaixa, foi o tempo certo pra conhecê-los juntos, pois hoje o clima não seria o mesmo.
ResponderExcluirah sou péssima em datas...e devido à algumas turbulências, meu comentário sendo escrito agora.
ResponderExcluirNem esquenta Sam, sei bem sobre as turbulências que não estão sendo fáceis.
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